FATORES DE RISCO PARA ZOONOSES EM ALUNOS DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA, RESIDENTES E PÓS-GRADUANDOS

Hélio Langoni, Carla Gasparotto Chande Vasconcelos, Maria José Trevizani Nitsche, Sandra Regina Leite Rosa Olbrich, Lídia Raquel de Carvalho, Rodrigo Costa da Silva

Resumo


Avaliaram-se os hábitos e comportamentos pessoais, no que se refere à brucelose, toxoplasmose e leptospirose, relacionando-se com os resultados obtidos no inquérito sorológico realizado, em alunos e residentes da Faculdade de Medicina Veterinária da FMVZ, UNESP-Botucatu-SP. Foram entrevistados 174 alunos da graduação, 21 residentes e 13 pós-graduandos. Os dados dos entrevistados foram trabalhados em programa estatístico (EpiInfo®2002). Paralelamente, coletou-se sangue dos alunos, para a realização da pesquisa de anticorpos para leptospirose, toxoplasmose e brucelose. Verificou-se que o contato frequente com cães mostrou associação estatisticamente significante com a presença de anticorpos anti-Toxoplasma gondii. A correlação dos resultados sorológicos, com as variáveis consideradas como fatores de risco, mostrou que, para a brucelose, somente 20,0% dos reagentes consideraram a urina do cão uma via de eliminação do agente, 40,0% os alimentos crus ou mal cozidos uma via de transmissão, 33,4% e 20,0% a presença de animais no domicílio e o fato de dormir com eles, como risco de infecção. Em relação à toxoplasmose, verificou-se, para algumas situações, o mesmo conhecimento equivocado, pois os alimentos crus ou mal cozidos foram considerados via de transmissão por somente 26,3% dos soropositivos, e 56,2% a manutenção de animais de estimação no domicílio, e o fato de dormir com eles, como fatores de risco. Os resultados obtidos sugerem a conscientização, no que concerne aos aspectos de saúde pública.

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