A POLITICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E A MULHER

Bruna Danielli Zanolo Melo, Cinthya Camyla da Silva, Danieli Cristina da Silva Bettinelli, Flávia Sales Lopes, Simone de Lima Inácio, Vitor Ugo Dias Barreiros, Claudia Lopes Perpétuo

Resumo


Considerando os estudos interseccionais, os quais proporcionam discussões com o intuito de compreender como os marcadores sociais se articulam e geram desigualdades sociais, neste estudo a partir do âmbito da Assistência Social, a qual tem a família como centralidade, objetiva-se compreender e discutir como esta Política Pública acaba por contribuir e/ou reforçar as desigualdades de gênero a partir de suas percepções sobre a mulher, visto que a mesma ainda é o foco de suas intervenções, bem como considerada a responsável por esta família. Para tanto procede-se à uma revisão de literatura sobre a visão de mulher e do seu papel na sociedade ao longo da história da humanidade, bem como busca-se também perceber como se dá a relação desta mulher com o Centro de Referência da Assistencial Social (CRAS), visto ser este a porta de entrada das famílias para a Assistência Social, assim como para os programas e projetos por ele desenvolvidos. Desse modo, observa-se que existe, ainda hoje, uma grande complexidade nas relações existentes, sendo uma multidimensionalidade das formas de aproveitamento abusivo, desigualdades e preconceito sobre as mulheres. Muito de tudo o que hoje é ainda reificado como papel, função ou característica da mulher, definindo-a como feminina, na verdade não passa da reprodução de um discurso de poder propagado nos diferentes âmbitos da sociedade.


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DOI: https://doi.org/10.25110/educere.v19i2.2019.7721