CAPACIDADE PULMONAR E FUNCIONAL NO PÓS-OPERATÓRIO DE MULHERES SUBMETIDAS À MASTECTOMIA: SÉRIE DE CASOS

Ana Flávia Gesser, Davi de Souza Francisco, Catherine Corrêa Peruzzolo, Gesilani Julia da Silva Honório, Fabiana Flores Sperandio, Elaine Paulin Ferrazeane

Resumo


Mulheres submetidas à cirurgia de mastectomia podem apresentar algumas complicações, dentre elas, alterações respiratórias e prejuízo funcional. O objetivo deste estudo foi avaliar a cinemática da parede torácica e a capacidade funcional no pós-operatório de pacientes mastectomizadas sem tratamento neoadjuvante e adjuvante associados. Foram avaliadas 4 mulheres no grupo mastectomia (GM) e 4 mulheres no grupo controle (GC). Todas as participantes foram submetidas aos procedimentos de avaliação antropométrica, função pulmonar, força muscular respiratória, cinemática da parede torácica e capacidade funcional. O GM também foi submetido à avaliação de inspeção e palpação torácica. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Foi observado que o GM apresentou menor variação de volume corrente da parede torácica, com delta de variação de 22,03% a menos que o GC, sendo a maior redução de volume corrente evidenciada no compartimento de caixa torácica pulmonar, com redução de 41,57% em relação ao GC. O GM não apresentou alterações de função pulmonar, força muscular respiratória e capacidade funcional, apresentando valores de normalidade nestas avaliações. Portanto, mulheres submetidas ao procedimento cirúrgico de mastectomia, sem tratamento neoadjuvante e adjuvante associados, não apresentaram comprometimento da função pulmonar, da força muscular respiratória e da capacidade funcional, contudo foi verificado redução do volume pulmonar na região do procedimento cirúrgico.

Palavras-chave: Mastectomia. Cinemática da parede torácica. Tolerância ao exercício.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v24i1.2020.7169