JÚRI SIMULADO COMO ESTRATÉGIA ATIVA DE ENSINO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Beatriz Matos de Lima, Igor Araújo Verri, Jéssica Yohanna Silva Soares, Stefan Vilges de Oliveira

Resumo


As Diretrizes Curriculares Nacionais para a graduação em Medicina no Brasil destacam que os profissionais de saúde devem estar aptos para realizar ações de promoção, prevenção, reabilitação e proteção em saúde, nas quais a Vigilância em Saúde desempenha papel fundamental. Nesse contexto, este relato de experiência aborda uma estratégia ativa de ensino que visa, por meio de um júri simulado, aplicar conceitos de Vigilância em Saúde (Epidemiológica, Sanitária e Ambiental); fomentar a discussão técnica sobre sua atuação; e discutir vigilância, risco e mitigação do risco em situações de desastres. A atividade foi realizada dentro da disciplina de Saúde Coletiva com participação de 60 discentes do quinto período do curso de medicina e 2 docentes, duração de 4 horas e teve como situação problema o rompimento da barragem do município de Mariana em 2015 e os danos à saúde da população dessa área. Para melhor organização do júri simulado e para assegurar a participação ativa do maior número de discentes nas discussões, os alunos foram divididos nas seguintes funções: júri popular, escrivães, acusação, defesa, testemunhas e peritos. Além disso, as arguições deveriam ser respaldas por literatura científica e aplicar os conceitos epidemiológicos, sanitários e ambientais na situação proposta. Assim, este júri simulado busca aprimorar o processo de ensino-aprendizagem em Vigilância em Saúde por meio de uma atividade prática sobre sua atuação, que ressalte a participação do médico nessa esfera da saúde pública.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v24i2.2020.7634