TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ENDOTELIAL

Kelly Cristina Krinski, Maria do Socorro Tenorio Baumgartne, Hassan Mohamed Elsangedy, Cosme Franklim Buzzachera, Heriberto Colombo, Kleverton Krinski, Ricardo Weigert Coelho

Resumo


As células endoteliais são os principais constituintes da parede interna dos vasos sanguíneos, e são responsáveis pela homeostase
vascular. Essa homeostasia pode ser alterada na presença dos fatores de risco cardiovasculares, favorecendo a instalação de um processo
degenerativo denominado como disfunção endotelial, que resulta na formação da placa de aterosclerose. Diante disso as pesquisas que
buscam investigar a disfunção endotelial assumem um importante papel no esclarecimento dos seus mecanismos fi siopatológicos. Este
estudo revisa os conceitos divulgados na literatura sobre os principais métodos envolvidos em seu tratamento. Os conceitos divulgados na
literatura em relação à gênese dessa disfunção ainda não são totalmente compreendidos. Estudos afi rmam que o processo pode ser iniciado
pela presença de fatores de risco cardiovasculares mais convencionais e alguns agentes infecciosos, que reduzem a produção de oxido
nítrico e aumentam a produção de endotelina. Essa alteração torna o endotélio mais suscetível à lesão, induzindo o organismo a produzir
uma grande quantidade de mediadores infl amatórios como a IL-6, TNF-alfa, proteína C reativa (PCR) e fi brinogênio, causando a disfunção.
Em relação aos meios de tratamento as principais medidas terapêuticas empregadas, envolvem o uso de inibidores da enzima conversora da
angiotensina, beta-bloquedores, estatinas, L-arginina e exercício físico, que se demonstram efi cazes na redução do processo infl amatório,
representando um importante benefi cio na melhora sintomática e no prognóstico da doença.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v11i1.2007.990