Vacinação com Bacterina de Staphylococcus aureus no Controle de Mastite em Vacas em Lactação

Luiz Rômulo Alberton, Pedro Ribas Werner, Laudi da Cunha, José Francisco Warth, Ana Paula P. A. Faraco, Newton Pohl Ribas

Resumo


A eficiência da vacinação com bacterina de Staphulococcus aureus no controle da mastite foi avaliada durante dezessis semanas, em quarenta e cinco vacas da raça Jersey em lactação, em um rebanho, na região metropolitana de Curitiba. A vacina foi elaborada a partir de cepas de S. aureus coagulase positiva isoladas de casos de mastite subclínica da mesma propriedade e que foram inativadas com formalina e adicionadas de hidróxido de alumínio a 2,50% como adjuvante. O rebanho foi dividido em três lotes de quinze animais, sendo o conbtrole, sem nenhum tratamento; o semanal, onde os animais receberam 3,0 ml da vacina, semanalmente, por via subcultânea na região do linfonodo mamário; e o quinzenal, que recebeu o mesmo tratamento do gruo anterior, mas a cada quinze dias. Amostras de leite foram colhidas de todos animais a cada semana e submetidas ao California Mastilis Teste (CMT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Demonstrou-se que as percentagens de amostas de leite com CCS inferior a 3 x 10 5 cél./ml foram maiores no grupo semanal (p<0,05) do que nos demais grupos. Em relaão ao total de casos, o número de amostras positivas ao CMT foi 59,60% menor (p<0,05%) no grupo semanal (9,16%) do que no grupo controle ((22,70%). Também, as percentagens de infecções moderadas a graves ao CMT foram menores (p<0,05%) no grupo semanal (35,98%) do que nos grupos quinzenal (57,43%) e controle (63,3%). Durante o experimento, em todos os grupos, os casos de mastites subclínicas foram mais freqüentes do que as outras formas clínicas da doença, atingindo 81,46% do total de casos de mastites, sendo S. aureus o principal agente causador. No grupo semanal, a percentagem de mastites subclínicas causadas por S.aureus foi menor (25,00%) do que no grupo controle (32,25%) e no grupo quinzenal (43,75%). Concluiu-se que a vacinação com bacterina de S. aureus, tendo hidróxido de alumínio como adjuvante, quando aplicada subcutaneamente na região do linfonodo mamário, uma vez por semana durante o curso da lactação, é capaz de diminuir tanto a prevalência quanto a gravidade dos casos de mastite em vacas leiteiras.

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