ATIVIDADE DE NUCLEAÇÃO DE GELO E DENSIDADE POPULACIONAL DO PATÓGENO PODEM SER FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O PROGRESSO DA DOENÇA MANCHA BRANCA DO MILHO

Kátia Real Rocha, Walter Fernandes Meirelles, Nelson Barros Colauto, Giani Andrea Linde, Thiago Teodoro Santana, Luzia Doretto Paccola-Meirelles

Resumo


A Mancha Banca do Milho (MBM) é uma doença foliar que têm causado perdas apreciáveis, tanto qualitativas como quantitativas para a produção de milho. Seu agente etiológico, a Pantoea ananatis, é uma bactéria epifítica, Gram-negativa formadora de colônia amarela, capaz de formar gelo, mesmo em ambiente tropical (Ice nucleation activity - INA). Este estudo teve por objetivo caracterizar isolados de P. ananatis quanto a atividade INA e avaliar o efeito da densidade bacteriana na expressão do fenótipo INA e no processo de desenvolvimento da doença. O agente patogênico foi isolado de lesões iniciais da doença, as anasarcas, e foram avaliados quanto a expressão do fenótipo INA em diferentes concentrações bacterianas. O mesmo foi feito com isolados epifíticos obtidos da superfície foliar de plantas milho sadias. Dos 24 isolados bacterianos estudados, apenas 13 apresentaram o fenótipo INA+. A expressão deste fenótipo é dependente da densidade celular. Isolados INA+ e INAforam inoculados em folhas destacadas e em plantas da cultivar HS200 a campo, em diferentes concentrações do inóculo. Nenhum isolado INAreproduziu sintomas em laboratório. Dos cinco isolados INA+ somente um deles reproduziu sintomas em laboratório.  A campo o isolado INA+ foi capaz de promover lesões em todas as concentrações avaliadas. A nucleação de gelo pela bactéria P. ananatis é dependente da linhagem e da densidade bacteriana e este fenômeno pode estar envolvido no desenvolvimento dos sintomas da MBM.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v22i4.2019.7935