EPIDEMIOLOGIA, COMPLICAÇÕES E FATORES ASSOCIADOS À DOENÇA CRÍTICA CRÔNICA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS POR TRAUMA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Matheus da Cunha Paris, Maicon Henrique Lentsck, Marcos Maciel da Silva, Carine Teles Santaleti, Bruno Bordin Pelazza, Lucas Fagundes Santana

Resumo


A doença crítica crônica (DCC) descreve pacientes que sobreviveram ao episódio inicial de doença crítica, mas que permanecem dependentes da unidade de terapia intensiva (UTI) por períodos prolongados ou pelo resto de suas vidas. O presente estudo objetivou caracterizar pacientes traumatizados e hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva com Doença Crítica Crônica. Foram coletados dados de internações por trauma UTI no interior do Paraná de 2013 a 2016, dessa maneira, foi traçado o perfil epidemiológico e realizado associações e comparação dos grupos analisados (total de pacientes traumatizados hospitalizados em UTI em comparação com os pacientes traumatizados que desenvolveram DCC). Notou-se que dos 417 indivíduos traumatizados investigados, 41 (9,8%) foram classificados com DCC, além disso, o sexo masculino, menor índice de comorbidades, maior gravidade do trauma e ferimentos contusos estiveram relacionados ao desenvolvimento da DCC. Os pacientes com DCC apresentaram complicações cirúrgicas (87,8%), e 41,5% evoluíram a óbito. Portanto, os DCC permanecem por longo período na UTI (com uma média de 19,88 dias), os quais necessitam de cuidados intensivos de enfermagem e da equipe multiprofissional.

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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v25i2.2021.8138

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