NÍVEIS DE CORTISOL SALIVAR E SUA CORRELAÇÃO COM XEROSTOMIA, FLUXO SALIVAR E CÁRIES DENTÁRIAS
DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i3.2026-11994Palavras-chave:
Cárie Dental, Cortisol, Estresse Ocupacional, Saliva, Saúde do Trabalhador, Xerostomia.Resumo
O estresse ocupacional é uma das causas de doenças entre profissionais de enfermagem. Este estudo tem como objetivo investigar os níveis de cortisol salivar em equipe de enfermagem e correlacionar com condições clínicas bucais. Este é um estudo epidemiológico analítico transversal realizado com 46 profissionais de enfermagem. Foi realizada a coleta de cortisol salivar e as análises foram conduzidas por cromatografia líquida e espectrometria. O fluxo salivar não estimulado foi coletado por sialometria e a xerostomia foi avaliada por meio de um questionário. A avaliação de cáries dentárias foi pelo índice CPO-D. Em nossa amostra, 54,35% apresentaram níveis normais de cortisol e 45,65% apresentaram níveis baixos de cortisol. A xerostomia estava presente em quase todos os participantes (93,48%), e 82,61% tinham fluxo salivar normal. O índice CPO-D na amostra foi de 13,1, e a prevalência de periodontite foi de 63,04%. Foi encontrada uma associação significativa entre baixos níveis de cortisol e xerostomia. Tarefas de trabalho de alta demanda apresentaram uma chance 23,9 vezes maior de apresentar baixos níveis de cortisol. Além disso, indivíduos com xerostomia mostraram uma média mais alta no índice de dentes cariados, perdidos e obturados. Não foi encontrada associação significativa entre cortisol e fluxo salivar, cáries dentárias ou condição periodontal. Os resultados sugerem que níveis baixos de cortisol salivar estejam relacionados ao estresse crônico. Níveis baixos de cortisol também foram associados à presença de xerostomia e consequentemente a taxas mais altas de dentes cariados, perdidos e obturados. Não foi encontrada associação entre níveis de cortisol e doença periodontal.
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