A HUMANIZAÇÃO SOB A ÓPTICA DE ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25110/arqsaude.v30i3.2026-12557

Palavras-chave:

Enfermagem neonatal, Humanização da assistência, UTI neonatal

Resumo

O cuidado humanizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é um tema importante, que reflete na assistência de enfermagem. O objetivo do estudo foi de compreender a percepção dos enfermeiros sobre humanização numa Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, e para tanto, foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em um hospital público de referência no oeste do Paraná. Participaram três enfermeiras atuantes na UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, e os conteúdos foram analisados segundo a técnica de análise de conteúdo proposta por Minayo (2012), permitindo a categorização das falas e sua interpretação à luz da literatura científica. Como resultados, a análise revelou três categorias principais: (I) desconhecimento acerca da humanização e da capacitação da equipe; (II) dificuldades enfrentadas na prática assistencial; e (III) estratégias utilizadas para tornar o cuidado humanizado. Observou-se que a Política Nacional de Humanização é pouco difundida entre os enfermeiros, sendo aplicada de modo empírico. As principais dificuldades referem-se à limitação estrutural, à falta de recursos e à alta rotatividade de profissionais. Contudo, destacam-se práticas sensíveis, como o contato pele a pele, a colostroterapia e o uso de ninhos e polvos, que fortalecem o vínculo mãe-bebê e humanizam o cuidado. Evidencia-se que a humanização depende tanto de condições estruturais e institucionais quanto da disposição afetiva e ética da equipe. Conclui-se que a humanização na UTIN é um processo em construção, que requer investimentos contínuos em capacitação, valorização profissional e adequação estrutural. A criação de espaços de escuta, o fortalecimento da educação permanente e a gestão participativa são estratégias essenciais para consolidar práticas humanizadas, garantindo o bem-estar do neonato, da família e da equipe de enfermagem.

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Biografia do Autor

Barbara Chastalo Valtrich, Universidade Paranaense

Acadêmica do curso de Enfermagem do 5° ano. Universidade Paranaense (UNIPAR).

Natielly Bruna Scherer Esser, Universidade Paranaense

Acadêmica do curso de Enfermagem do 5° ano. Universidade Paranaense (UNIPAR).

Bruna Tais Zack, Universidade Paranaense

Doutora em Biociências e Saúde. Universidade Paranaense (UNIPAR).

Caroline do Nascimento Leite, Universidade Paranaense

Mestre em enfermagem. Universidade Paranaense (UNIPAR).

Debora Tatiane Feiber Girardello, Universidade Paranaense

Mestre em enfermagem. Universidade Paranaense (UNIPAR).

Daisy Cristina Rodrigues, Universidade Paranaense

Mestre em enfermagem. Universidade Paranaense (UNIPAR).

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Publicado

06-07-2026

Como Citar

VALTRICH, Barbara Chastalo; ESSER, Natielly Bruna Scherer; ZACK, Bruna Tais; LEITE, Caroline do Nascimento; GIRARDELLO, Debora Tatiane Feiber; RODRIGUES, Daisy Cristina. A HUMANIZAÇÃO SOB A ÓPTICA DE ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, [S. l.], v. 30, n. 3, p. 1262–1277, 2026. DOI: 10.25110/arqsaude.v30i3.2026-12557. Disponível em: https://revistas.unipar.br/index.php/saude/article/view/12557. Acesso em: 7 jul. 2026.

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