RELAÇÃO DE TRANSMISSIBILIDADE DA MICROBIOTA BUCAL ENTRE PARES MÃES-FILHOS

Ana Carolina Soares Fraga Zaze, Cinthia Alves Tondatti, Renata Gamberini, Veruska de João Malheiros Pfau

Resumo


As principais doenças que acometem a cavidade bucal, como a cárie e as doenças periodontais apresentam sua etiologia relacionada à presença de micro-organismos específicos. Esta pesquisa tem como objetivo conhecer a relação de transmissibilidade de micro-organismos presentes na microbiota bucal entre mães e filhos, verificar sua relação e avaliar a presença de doenças bucais nas mães e sua possível interferência na transmissibilidade, identificando os grupos bacterianos mais prevalentes na cavidade bucal de crianças entre 1 a 5 anos de idade e suas mães. Foram selecionados para a pesquisa 10 pares mãe-filho que frequentam a clínica Bebê-Dente da UNIPAR - Umuarama onde foi realizada a coleta do biofilme supragengival e subgengival com cones de papel absorvente estéreis para posterior análise microbiológica. A partir da coleta e análises realizadas, foi verificado crescimento microbiano nas placas de Petri, e microscopicamente detectou-se a presença de cocos, estreptococos, estafilococos e bacilos, o grau de semelhança em relação à coloração de Gram e a atividade da doença cárie. Alguns autores consideram a mãe como a principal fonte de transmissão da microbiota bucal, afirmando que a transmissão provavelmente acontece pelo íntimo contato da mãe com o filho. Concluiu-se com esta pesquisa que o padrão de transmissibilidade dos micro-organismos bucais é determinado pelas mães, ou seja, ocorre uma transmissão vertical. Por isso, é de suma importância conscientizá-las, por meio de programas preventivos, para evitar que aconteça a transmissão de micro-organismos, e consequentemente, a redução do risco de contaminação e desenvolvimento da cárie nas crianças.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v18i3.2014.5189