DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS: CONSIDERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS

Mônica de Oliveira Belém, Juliano Yasuo Oda

Resumo


Com o advento da industrialização e a mudança nos hábitos de vida mundial foi possível observar uma tendência para o surgimento de doenças, que passaram de maioria infecciosa para maioria inflamatória. Com o trato gastrointestinal não seria diferente, assim as doenças inflamatórias intestinais (DII) se tornaram mais comuns no mundo atual, sendo ainda mais presentes em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Dentre as DII mais importantes destacam-se a Doença de Cronh (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU), ambas de patogenia desconhecida, sem cura, sem padrão ouro para diagnóstico e que levam a pré-disposição ao câncer coloretal. Sabe-se apenas que o tabagismo, uso de contraceptivos orais, anti-inflamatórios não esteroidais, dieta, status social e geográfico, stress, flora entérica, alterações na permeabilidade intestinal e apendicectomia são fatores que predispõe ao surgimento dessas doenças. Ambas DII apresentam os sintomas de febre, dores abdominais, sangramento do cólon, diarreia e grave perda de peso. Sabe-se também que resultam de uma resposta imune inadequada em indivíduos geneticamente suscetíveis, aliado a complexas interações com fatores ambientais, microbianos e do sistema imune entérico. No Brasil não existe um levantamento do número de pacientes acometidos pelas DII. Isso aliado a ausência de um padrão ouro de diagnóstico para essas doenças leva a crer que há uma subestimação da quantidade real de casos. Diante de tantas incertezas esse artigo de revisão tem por objetivo apresentar as principais diferenças entre a DC e a RCU e mostrar os principais tratamentos existentes hoje.


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DOI: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v19i1.2015.5267